50 Anos de Internacionalização da Unicamp-Universidade Estadual de Campinas

José Tadeu Flores / Luis Cortéz
Presidente de la Unión de Universidades de América Latina y el Caribe (UDUAL) y rector de la Universidad Estatal de Campinas. reitor@reitoria.unicamp.br / Vicerrector ejecutivo de Relaciones Internacionales de la Universidad Estatal de Campinas, profesor de la Facultad de Ingeniería Agrícola de la Unicamp, Coordinador Adjunto de Programas Especiales en la FAPESP y asesor de estrategias de la CTBE y del laboratorio de ciencia y tecnología de Brasil bioetanol. luis.cortez@reitoria.unicamp.br


Resumen

La Universidad Estatal de Campinas-Unicamp cumple 50 años el 5 de octubre de 2016, una fecha para celebrar su virtuoso proceso de internacionalización. En la primera parte de este trabajo se presentan las dos fases principales de la universidad desde la perspectiva de la colaboración externa, centrándose en las actividades de enseñanza (de grado y posgrado), la investigación y la extensión, desarrolladas por sus profesores, estudiantes y personal. Se analizan dos períodos: su creación en 1966 y hasta 1989, cuando las universidades paulistas reciben del gobierno del estado de Sao Paulo la llamada gestión de la “autonomía” de recursos presupuestarios; y, finalmente, desde 1990 hasta la actualidad. Los datos estadísticos presentan la evolución de los principales indicadores de internacionalización y como Unicamp logró crear una reputación como una de las principales universidades de América Latina. En la segunda parte del texto se presentan las directrices que guían esta estrategia de internacionalización de la Unicamp que se basa en tres pilares fundamentales: la relevancia académica, la reciprocidad y la oportunidad para todos los segmentos de internacionalización de la Unicamp, que se utilizan para la implementación de esta política, única entre las universidades brasileñas, donde se asignan los recursos sustanciales al año proporcionando condiciones para servicios educativos y de investigación universitaria para definir sus propias estrategias y objetivos de internacionalización. Los edictos de la Unicamp han demostrado ser un mecanismo de gestión de recursos eficaz y eficiente y con equidad de oportunidades, dentro de la filosofía de construir una universidad de todos y para todo el conocimiento.

 

Palabras clave:

Unicamp, Internacionalización, Estrategia internacional.

 

Resumo 

A Universidade Estadual de Campinas–Unicamp completa 50 anos dia 5 de outubro de 2016, uma data para comemorar seu virtuoso processo de internacionalização. Na primeira parte deste trabalho são apresentadas as duas principais fases da universidade sob a ótica da colaboração externa, com foco nas atividades de ensino (graduação e pós-graduação), pesquisa e extensão, desenvolvidas por seus professores, estudantes e funcionários. São analisados dois períodos: da sua criação em 1966 até 1989, quando as universidades paulistas obtêm do Governo do Estado de São Paulo a chamada “autonomia” de gestão dos recursos orçamentários; e finalmente de 1990 até o presente. São apresentados dados estatísticos sobre a evolução dos principais indicadores da internacionalização e como a Unicamp conseguiu criar a reputação de uma das principais universidades latino-americanas. Na segunda parte do texto são apresentadas as diretrizes que norteiam a presente estratégia de internacionalização da Unicamp a qual se fundamenta em três eixos fundamentais: relevância acadêmica, reciprocidade e oportunidade para todos os segmentos da Internacionalização da Unicamp, utilizados para a implementação dessa política, única entre as universidades brasileiras, onde recursos substanciais são alocados anualmente propiciando condições às unidades de ensino e pesquisa da universidade para definir suas próprias estratégias e metas de internacionalização. Os Editais de Internacionalização da Unicamp provaram ser um eficaz e eficiente mecanismo de gestão de recursos e de equidade das oportunidades, dentro da filosofia de construção de uma universidade de todos e para todos os saberes.

 

Palavras-chave:

 Unicamp, Internacionalização, Estratégia internacional.

 

Abstract

State University of Campinas-Unicamp turns 50 on October 5, 2016, a date to celebrate his virtuous process of internationalization. In the first part of this work the two main phases of the university from the perspective of external collaboration, focusing on teaching activities (undergraduate and graduate), research and extension, developed by their teachers, students are presented and personal. two periods are analyzed: its creation in 1966 until 1989, when the Paulist universities receive from the state government of Sao Paulo the call management “autonomy” of budgetary resources; and finally, from 1990 to the present. The statistics show the evolution of the main indicators of internationalization and as Unicamp managed to create a reputation as one of the leading universities in Latin America. In the second part, the internationalization guidelines of the Unicamp are the academic relevance, reciprocity and opportunity for all segments of internationalization. Which are used for the implementation of this policy, unique among Brazilian universities, where substantial resources allocated annually conditions for providing educational services and university research to define their own strategies and objectives of internationalization. Unicamp edicts have proven to be a mechanism effective and efficient management of resources and equal opportunities, within the philosophy of building a university of all and for all knowledge.

Keywords:

Unicamp, Internationalization, International Strategy

 

A Unicamp – Universidade Estadual de Campinas completará 50 anos em 05 de outubro de 2016, coroando uma trajetória de sucesso sendo hoje considerada tanto nacional como internacionalmente como uma das melhores universidades do mundo.

Além do alto padrão na qualidade do ensino de graduação e de pós-graduação, da pesquisa e das atividades de extensão comunitária, apresenta alto grau de internacionalização conquistado mediante um virtuoso processo de internacionalização que teve seu início antes mesmo de sua instalação, quando seu primeiro Reitor, Prof. Dr. Zeferino Vaz, de 1966 a 1978, já havia atraído um grande número de professores estrangeiros, marcando seu perfil internacional.

Atualmente a Unicamp possui campi em Campinas, Limeira e Piracicaba, conta com 38.876 estudantes, sendo: 18.698 de graduação, 15.918 de pós-graduação e 4.260 do ensino médio técnico.

Seu quadro de pessoal atual é 10.598 servidores, sendo 2.081 docentes, dos quais 99% possuem título de doutor ou acima e 8.517 técnico-administrativos, sendo 4.778 das áreas administrativas ou unidades de ensino e pesquisa e 3.739 da área hospitalar.

A seguir serão apresentadas as duas principais fases da universidade sob a ótica da colaboração externa, com foco nas atividades de ensino (graduação e pós-graduação), pesquisa e extensão, desenvolvidas por seus professores, estudantes e funcionários e apresentadas as diretrizes que norteiam a sua atual estratégia de internacionalização, a qual se fundamente em três eixos fundamentais: relevância acadêmica, reciprocidade e oportunidade para todos os segmentos da comunidade acadêmica.

Para melhor contextualizar os momentos, são apresentados informações e dados estatísticos sobre a evolução dos principais indicadores que refletem a inserção internacional da universidade, a amplitude de suas parcerias com instituições estrangeiras, a mobilidade no exterior da comunidade universitária, docentes, técnico-administrativos e alunos e a presença de estrangeiros no campus.

São analisados os dados referentes a dois períodos distintos, o que abrange desde a sua criação em 1966 até 1989, quando as universidades paulistas obtêm do Governo do Estado de São Paulo “autonomia” para gestão dos recursos orçamentários e de 1990, quando passa a ser gerida dentro do princípio da autonomia universitária, até o presente momento.

 

Unicamp Internacional, período 1966 a 1988

 

Embora tenha sido legalmente criada em 19621, foi oficialmente fundada em 5 de outubro de 1966, data do lançamento de sua pedra fundamental.

Desde a sua fundação a Unicamp apresenta um perfil internacional, uma vez que ao aceitar a incumbência de ser o primeiro Reitor da universidade o Prof. Dr. Zeferino Vaz, pediu carta branca para contratação dos pesquisadores que julgasse necessário para a construção de uma grande universidade e importante centro de pesquisa.

Assim, no início de seu funcionamento a universidade já contava com professores e pesquisadores estrangeiros, favorecendo o multiculturalismo e a vivência internacional dentro do campus.

No gráfico a seguir observa-se a evolução dos estrangeiros contratados nos quadros docente e administrativo da Unicamp, no período de 1969 a 1988. (Gráfico 1).

Em 1966 foi iniciada a construção os Institutos de Biologia, Matemática, Física, Química e as Faculdades de engenharia de Campinas, de Tecnologia de Alimentos e de Engenharia de Limeira. Em janeiro de 1967 foi incorporada à Unicamp a Faculdade de Odontologia de Piracicaba. Ainda no final da década de 60 foram criados o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, a Faculdade de Educação, o Instituto de Artes e o Instituto de Geociências.

Posteriormente foram criados o Instituto de Estudos da Linguagem, em 1977, o Instituto de Economia, em 1984, a Faculdade de Engenharia Agrícola e a Faculdade de Educação Física, em 1985 e a Faculdade de Engenharia Elétrica, em 1986.

O Conselho Universitário, em outubro de 1989 e setembro de 1990, respectivamente, aprovou o desmembramento da Faculdade de Engenharia de Campinas em Faculdade de Engenharia Química e Faculdade de Engenharia Mecânica e a alteração de denominação da Faculdade de Engenharia de Limeira para Faculdade de Engenharia Civil. Posteriormente surgiram os cursos noturnos e cursos novos como os de Arquitetura e Urbanismo, Ciências da Terra e Fonoaudiologia, entre outros. Em maio de 2008, o Conselho Universitário aprovou a criação, em 2009, de oito cursos no novo campus de Limeira.

De 1966 até 1982 o maior destaque no que se refere a cooperação internacional deve-se ao seu próprio quadro de professores, uma vez que os já citados professores estrangeiros foram responsáveis por atrair novos professores/pesquisadores de alto nível e iniciar a formação de grupos de pesquisa com a participação de pesquisadores estrangeiros.

Ao mesmo tempo em que procurava atrair docentes e pesquisadores estrangeiros para seus quadros, era necessário qualificar o seu quadro docente, para que complementassem a sua formação no exterior, por esse motivo desde a sua fundação houve um estímulo para que os docentes contratados da Unicamp realizassem atividades acadêmicas no exterior, como doutorado sanduiche e pós-doc.

O gráfico a seguir mostra os funcionários da Unicamp em afastamento no exterior no período de 1967 a 1988. (Gráfico 2).

No período de 1982 a 1986, durante a gestão do Reitor Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti, segundo dados do relatório de gestão, a universidade passou por um grande processo de institucionalização, estruturando a universidade tanto na questão acadêmica, organizacional como de espaço físico. Essa estruturação representou um salto qualitativo que preparou a Unicamp para o futuro, visando a liderança entre as universidades da América Latina. A área construída do campus passou de 139.000m2 para 298.000m2.

Nesse período, conforme consta no relatório de gestão, a média foi de 15% dos docentes no exterior, como bolsistas ou professores visitantes na Europa e nos Estados Unidos da América. Havia, naquele momento, uma política de formação de quadros no exterior, apoiada por órgãos de fomento como o CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, a CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e a FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

No que se refere ao gerenciamento das ações internacionais na Unicamp, em 19842 é criada a ARI - Assessoria de Relações Internacionais, como uma assessoria técnica especializada ligada diretamente ao Gabinete do Reitor, com o objetivo de assessorar a comunidade universitária na formalização de parcerias no exterior.

A criação da ARI possibilitou à Unicamp “aprofundar e dar seguimento formal aos laços culturais e científicos de cunho internacional, além de propiciar novos e frequentes contatos, bastando citar o programa de visita à Universidade dos embaixadores dos Estados Unidos, União Soviética, França, Espanha, Portugal, Itália, Japão, Alemanha e Inglaterra.”3

Em 19884 as funções da ARI são ampliadas definindo que todos os processos que versem sobre assuntos relacionados a cooperação internacional passem a tramitar pela Assessoria. Essa alteração possibilitou a assessoria registrar as ações internacionais realizadas na universidade.

O gráfico demonstra a evolução do número de estudantes estrangeiros matriculados anualmente na Unicamp, considerando o período de 1966 a 1988, antes da efetivação da autonomia universitária. (Gráfico 3). A presença de estudantes estrangeiros na universidade cresceu anualmente desde 1966, podendo, entretanto, ser notado um aumento considerável no número de estudantes após a criação da área de relações internacionais.

Com relação ao registro de estudantes em intercâmbio no exterior, pode-se informar que o número de estudantes participantes ainda não era relevante.

Assim, mantendo sua vocação inovadora e internacional, a universidade no final de 1988 estava preparada para iniciar uma nova etapa em sua história, tanto por sua estruturação acadêmica e organizacional como pela preocupação com as relações externas, que passou a ter seu papel destacado em virtude da formação dos grandes blocos econômicos, como o Mercosul e a União Europeia e a consequente aceleração no processo de globalização.

 

Unicamp Internacional, período 1989 a 2015

 

Em outubro de 1988 a Assembleia Nacional Constituinte promulga a nova Constituição da República Federativa do Brasil, que em seu Artigo 2075 estabelece a “autonomia universitária”, dando as universidades soberania no que se refere às questões didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial.

No caso da Unicamp a autonomia universitária se tornou realidade quando em 01 de fevereiro de 1989, o então Governador do Estado de São Paulo, Orestes Quércia, promulga por decreto6
o repasse para as três universidades paulista do percentual global de 8,4% da arrecadação do ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços, da quota parte do Estado no mês de referência.

O repasse de recursos mensais significou a possibilidade de implantação de um novo modelo de gestão universitária, no qual a universidade passa a ter a possibilidade de planejar e projetar seu desenvolvimento definindo suas prioridades, sempre seguindo o princípio da indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão, determinado no mesmo Artigo 207 da Constituição Federal da República de 1988.

O percentual destinado para as três universidades paulistas, USP – Universidade de São Paulo, Unicamp – Universidade Estadual de Campinas e UNESP – Universidade do Estado de São Paulo e que inicialmente era 8,4%, passou para 9% em 1992 e para 9,57% em 1995. O percentual de 9,57% é distribuído para as três universidades paulistas, conforme demostrando no gráfico. (Gráfico 4).

A cota do ICMS repassada para a Unicamp pelo governo do Estado de são Paulo, equivale, no ano de 2015, a cerca de 2 bilhões de reais (US$ 509,943,9067). Além desse valor a universidade conta com recursos de outras fontes, no valor de cerca de 650 milhões de reais, oriundas principalmente do SUS – Sistema Único de Saúde e de contratos de pesquisa com agências de financiamento e empresas.

A tabela a seguir (Tabela 1) demonstra a evolução da Unicamp após o início da autonomia universitária:

A partir da autonomia universitária a Unicamp entrou em uma nova fase de crescimento e produtividade, embora com um decréscimo no total de servidores ativos, tanto docentes como não docentes, conforme pode ser observado na tabela acima.

Pode-se observar que houve um aumento considerável no número de vagas oferecidas no vestibular e no total de alunos de graduação e pós-graduação bem como na produção de dissertações e teses em contrapartida com um decréscimo no número de funcionários docentes e técnico-administrativos na ativa.

Entretanto, apesar da diminuição do número de funcionários ativos o comprometimento dos recursos recebidos pela universidade com a folha de pagamento vem aumentando gradualmente pelo fato de que mesmo aposentado o pagamento continua sendo feito pela Unicamp com seus próprios recursos, onerando integralmente a folha de pagamento.

A mudança nas universidades gerada pela autonomia veio acompanhada por mudanças globais que influenciaram as relações internacionais, com as formações dos blocos econômicos e a aceleração no processo de globalização.

Alguns dos importantes destaques internacionais no início dos anos 90 são, a criação do Mercosul – Mercado Comum do Sul8, em 1991; a criação do Mercado Único Europeu9 
e do Nafta10 - Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, em 1993, que criaram novas possibilidades de parcerias não apenas com instituições de países distintos mas com redes formadas por parceiros dos diferentes blocos.

A globalização trouxe a necessidade de que os estudantes, não apenas na pós-graduação, mas já no curso de graduação passassem a contar com a experiência internacional em seu currículo acadêmico. Dessa forma foi necessária a criação de uma estratégia que criasse oportunidade para que os estudantes de graduação realizassem intercâmbio internacional.

Foram então intensificadas as relações com as redes acadêmicas e as parcerias universitárias.

Adequando-se a essa nova fase, em 199411, dez anos após a sua criação, a Assessoria passa a Coordenadoria, com suas atividades ampliadas, a CORI - Coordenadoria de Relações Institucionais e Internacionais, órgão assessor da Reitoria na formulação e execução de uma política de cooperação e relações internacionais, estabelecendo diretrizes de comum acordo com as unidades da Unicamp; assessorar a reitoria e as Unidades no domínio das relações institucionais no plano nacional; assessorar a Reitoria na promoção do intercâmbio científico, tecnológico, cultural, artístico e filosófico entre a Unicamp e instituições nacionais e internacionais congéneres, governamentais ou não; apoiar docentes, pesquisadores e alunos de instituições universitárias e científicas internacionais que se encontram em atividade na Unicamp, bem como os pesquisadores e docentes da Unicamp que participem de programas de cooperação científica ou deformação acadêmica no exterior; e propor e implementar, com outros órgãos da Universidade, normas de rotina nas questões de cooperação internacional de modo a facilitar os procedimentos e sistematizar informações.

Entre as relações com as redes acadêmicas, destaca-se a adesão, em 1999, a AUGM12 – Associação de Universidades Grupo Montevidéu, uma rede de universidade públicas da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, que tem como principal objetivo é fortalecer as universidades membros do grupo, através da interação e da realização de atividades acadêmicas conjuntas. A adesão da Unicamp a AUGM foi um marco importante na medida em que criou novas oportunidades para cooperação com universidades sul-americanas.

No ano de 200113 ocorre uma atualização dos propósitos da CORI incluindo a atribuição de propor e implementar, com outros órgãos da Unicamp, mecanismos de trabalho que viabilizem o desenvolvimento de projetos temáticos de interesse nacional e internacional; elaborar e propor projetos de integração da Unicamp com instituições de ensino superior nacionais e internacionais, visando o desenvolvimento de projetos que busquem a sustentabilidade regional e nacional; criar projetos de interesses locais a serem desenvolvidos em parcerias com prefeituras e governos regionais, colocando a Unicamp a serviço da sociedade; contribuir em dar maior visibilidade, a nível nacional e internacional, da função social da Unicamp e das suas potencialidades na formação de recursos humanos, na pesquisa e na extensão.

Nesse período ocorre uma intensificação nas relações com os países sul americanos e com universidades francesas, dentre as ações de maior impacto estão assinatura em 2002 do primeiro convênio de Duplo Diploma na área de engenharia com as Écoles Centrales, o acordo de duplo-diploma permite que o aluno curse parte de suas disciplinas na Unicamp e parte na instituição francesa, obtendo no final do curso diploma das duas universidades e; o início da participação da Unicamp no Programa Escala Estudantil da AUGM – Associação de Universidades do Grupo Montevidéu, promovendo mobilidade de estudantes de graduação no Mercosul. Os primeiros acordos de duplo-diploma e participação da Unicamp no programa da AUGM significaram um marco no aumento da oferta de oportunidades para mobilidade dos estudantes de graduação.

Uma das principais características desse programa da AUGM é que as mobilidades são totalmente financiadas pelas universidades participantes.

Ainda, seguindo a estratégia de ampliar a oportunidade tanto para alunos como para professores, foram buscadas parcerias privadas que patrocinassem a realização de mobilidades acadêmicas, que resultarem em 2002 da criação das Cátedras Argentina e Espanha, que, com o patrocínio do Banco Santander e as Cátedras ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa de Portugal, com financiamento da empresa Portugal Telecom.

A criação em 2006 do programa de Bolsas de Mobilidade Internacional, com financiamento do Santander Universidades, com oferta de bolsas para alunos de graduação e de pós-graduação.

Com ampliação das oportunidades e do número de estudantes que passaram a realizar mobilidade acadêmica, em 2006, é criado o Posto CORI Mobilidade, estrategicamente localizado em prédio próximo à área de grande circulação de alunos e com o objetivo de prestar melhor atendimento aos estudantes da universidade e aos estrangeiros interessados em estudar na Unicamp.

Dando continuidade às parcerias com redes acadêmicas para criação de novas oportunidades para estudantes de graduação, em 2007 a universidade inicia sua participação no Programa de Mobilidade CINDA14
– Centro Interuniversitário de Desenvolvimento, que promove o intercâmbio de estudantes de graduação entre os países da América Latina e Caribe.

Nesse mesmo ano a universidade adere ao Programa MARCA15 – Programa de Mobilidade Acadêmica Regional para os Cursos Acreditados, promovidos pelos governos através do Setor Educacional do Mercosul, para intercâmbio de estudantes de graduação com universidades da Argentina.

Dando continuidade a sua política de ampliar o número de oportunidades oferecidas para alunos e professores novas parcerias são iniciadas, em 2008 a participação no Programa Acadêmico de Mobilidade Educativa-PAME da rede UDUAL16-União de Universidades da América Latina e Caribe, para intercâmbio de estudantes de graduação; em 2009 a participação no programa Escala Docente da AUGM; em 2011 a participação no Programa BRAMEX (Brasil-México) e posteriormente no Programa BRACOL (Brasil-Colômbia), ambos do Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras e promovendo ao intercâmbio de estudantes da graduação.

A criação pelo Governo Brasileiro do Programa Ciência sem Fronteiras - CsF17, em 2011, gera uma mudança no cenário das mobilidades no exterior, tanto quantitativa como geográfica, além do grande aumento no total das mobilidades realizadas o programa

No gráfico 5 pode ser observado o efeito gerado pelo programa ciência sem fronteiras no que se refere ao aumento no número de mobilidades, durante 2012 a 2015. (Gráfico 5).

O Programa CsF altera também o destino dos alunos que realizam mobilidade no exterior, até o início do funcionamento do programa as mobilidades de estudantes ocorriam predominantemente com países da Europa, particularmente a França, pelo histórico de parcerias universitárias para realização de programas de duplo-diploma e com a Alemanha e Portugal. Destaca-se também a Argentina, país com o qual a Unicamp mantém sólida parceria com universidades, tanto para a promoção de intercâmbio estudantil como realização de projetos de pesquisa conjunta.

Após o início do Programa CsF, os destinos dos estudantes passaram a ser prioritariamente a América do Norte, principalmente os Estados Unidos da América, a Europa, principalmente para o Reino Unido e para a Oceania, mais especificamente para a Austrália, em detrimento aos países latino-americanos, causando uma brusca diminuição na procura por mobilidades nesses países.

Nos gráficos 6 e 7 pode-se observar os destinos dos alunos de graduação em dois momentos distintos, em 2011, antes do início do programa CsF e em 2014, quando o programa estava em seu terceiro ano de execução. (Gráficos 6 e 7).

Observa-se claramente que as mobilidades para países sul-americanos e para países ibéricos sofreram uma queda acentuada, prejudicando algumas parcerias construídas por longo período e esvaziando programas com redes latino-americanas, nos quais os estudantes contavam com bolsas financiadas em conjunto pelas universidades e com total isenção de taxas acadêmicas. Mesmo a parceria construída com a França, com histórico de sucesso em mobilidades de estudantes de graduação, em programas de duplo diploma teve redução de cerca de 50% nas mobilidades realizadas.

Em contrapartida a procura por países da América do Norte (EUA e Canadá), Reino Unido e a Austrália ampliou consideravelmente, fazendo que universidades destes países buscassem criar parcerias com a Unicamp para recepção dos estudantes através do Programa CsF.

Cabe ressaltar que o Programa CsF além de cobrir despesas com viagem, moradia e alimentação dos estudantes participantes, também cobre as taxas acadêmicas cobradas pelas universidades de destino, ampliando a possibilidade de que os estudantes optassem por países nos quais as universidades não oferecem a possibilidade de isenção de pagamento de taxas acadêmicas. (Tabela 2).

Ao mesmo tempo em que houve uma ampliação das oportunidades para que os estudantes da Unicamp realizassem mobilidade no exterior, o número de estudantes estrangeiros que buscavam a Unicamp para realizar mobilidades de curta duração ou para períodos de longa duração, como Mestrados e Doutorados cresceu consideravelmente nos últimos 3 anos.

Espera-se que, com a ausência de abertura de novas chamadas para o Programa CsF, a partir de 2016, seja retomada a procura de oportunidades para mobilidade com países da América Latina e outros países que também sofreram impacto negativo após a criação do Programa CsF.

Ao contrário do ocorrido com os destinos dos estudantes em intercâmbio no exterior, a procura para a realização estudos de longa ou curta duração na Unicamp se dá prioritariamente por alunos oriundos de países da América Latina, com destaque para a Colômbia e Peru. A grande maioria desses alunos procura a Unicamp para estadas de longa duração, realizando cursos de mestrado e doutorado, como estudantes regulares, reafirmando a qualidade dos cursos de pós-graduação da Unicamp e sua condição de instituição de excelência na América Latina.

No gráfico a seguir observa-se a predominância de estudantes oriundos da Colômbia e do Peru, seguidos por Argentina, Espanha, Chile e Equador, com participação não significativa de mais de 60 países. (Gráfico 8).

Um dos principais canais para viabilizar a vinda dos estudantes da América Latina para a Unicamp é o PEC - Programa Estudante Convênio (Graduação18
e Pós-Graduação19), esse programa é um programa do Governo Brasileiro com países em com os quais o Brasil mantém Acordo ou Memorando de Entendimento na área de Cooperação Educacional, Cultural ou de Ciência e Tecnologia, atualmente são 57 países da América Latina, Caribe, África, Ásia e Oceania.

O crescimento do número de estudantes estrangeiros na Unicamp durante o período de 1989 a 2008 seguiu estável, na casa de 700 estudantes estrangeiros, sofrendo uma pequena elevação entre 2009 a 2013. Em 2014 e 2015 houve um acentuado crescimento no número de estudantes estrangeiros recebidos.

O gráfico 9 demonstra a evolução do número de estudantes estrangeiros matriculados anualmente na Unicamp, considerando o período de 1989 a 2015. (Gráfico 9).

Esse crescimento deve-se principalmente a ações realizadas pela VRERI no sentido de firmar novos acordos para intercâmbio de estudantes, ampliar a participação da universidade em programas de mobilidade em redes acadêmicas e criar programas específicos para atrair estudantes estrangeiros. Seguindo a tendência mundial de que as universidades tenham, em seu quadro discente, cada vez mais estudantes estrangeiros, promovendo a pluralidade cultural em seus campi e consequentemente o contato internacional entre os estudantes, no conceito de que a internacionalização não é feita somente enviando estudantes ao exterior, mas promovendo a vivência internacional através da convivência com estrangeiros nos campi da universidade.

O reconhecimento internacional da Unicamp pode também ser observado no crescimento do número de Artigos publicados em revista de circulação internacional, conforme demonstrado no gráfico abaixo que mostra a evolução das publicações no período de 1993 a 2014.

A sua produção intelectual vem aumentando consistentemente ao longo dos anos, tendo superado em 2013 a marca de 4.134 artigos em periódicos especializados arbitrados, sendo que aproximadamente 82.5% em periódicos de circulação internacional. Desta forma, a produção acadêmica neste ano foi de aproximadamente 2,3 publicações em periódicos especializados por docente. Em 2013, mais de 82.6% das publicações oriundas da Universidade, principalmente aquelas relacionadas às áreas de Exatas, Biomédicas e Tecnológicas, foram divulgadas em periódicos indexados na base de dados Web of Science/Thomson Reuters.20

O gráfico 11 demonstra o número de estrangeiros trabalhando na universidade no período de 1989 a 2015. (Gráfico 11).

Observa-se que o número de funcionários estrangeiros mantem certa estabilidade desde 1989, com a média de 116 funcionários estrangeiros, correspondendo a 1,7% do total de funcionários ativos da Unicamp.

O gráfico 12 mostra o crescimento dos afastamentos de funcionários, quando até 1988 o crescimento era gradativo e moderado, a partir de 1989 os afastamentos inicialmente apresentaram um ligeiro aumento seguido de uma acentuada queda no período de 1993 a 2000. De 2001 a 2010 os afastamentos foram em cerca de 250 por ano, sofrendo a partir de 2011 por uma brusca variação ascendente, estando atualmente em mais de 1.000 afastamentos anuais. (Gráfico 12).

Buscando manter e ampliar sua inserção internacional em maio de 2013 foi instituída a VRERI21 – Vice Reitoria Executiva de Relações Internacionais, substituindo a antiga CORI.

Como vice-reitoria executiva a VRERI passou a atuar efetivamente na construção da política de relações internacionais da universidade, uma de suas primeiras ações foi elaborar o seu PDI - Plano de Desenvolvimento Institucional, no qual estabeleceu as bases para a construção das relações internacionais da universidade e estabeleceu os programas de atuação para os anos seguintes.

Dentre as ações realizadas pela VRERI destacamos as reuniões realizadas com Diretores, Coordenadores de Graduação, Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão das unidades de ensino e pesquisa da Unicamp com o objetivo de identificar o grau de internacionalização e os desafios específicos para internacionalização das unidades.

Além das reuniões com as unidades foram realizadas também reuniões para públicos específicos para levar ao conhecimento das estratégias adotadas pela VRERI e conhecer as opiniões dos coordenadores de graduação e pós-graduação.

Buscando criar mecanismos para que as unidades possam construir suas parcerias internacionais de forma a atingir suas metas específicas de internacionalização, através de uma iniciativa pioneira entre as universidades brasileiras, a Unicamp alocou recursos específicos para a criação de programas que sirvam de facilitadores para a realização de atividades que sejam catalizadores para fomentar novas parcerias e consequentemente na ampliação de indicadores de internacionalização, tais como parcerias internacionais, projetos de pesquisa conjuntos, recepção de estudantes e professores estrangeiros, publicações com coautores estrangeiros, entre outras.

Os programas criados envolvem o financiamento de atividades para docentes, funcionários técnico-administrativos e alunos; além de oportunidades para trazer alunos de pós-graduação, professores coorientatores de teses e para a realização de cursos de curta duração em idioma inglês.

Mediante a divulgação de Editais Internos de Internacionalização os interessados apresentam propostas que posteriormente são julgadas por uma comissão de avaliação que seleciona as propostas contempladas para os diferentes programas.

Os Editais procuram atender as necessidades das diferentes unidades e categorias de servidores e alunos, podemos citar os Editais: Cooperação Mundial, BRICs e Agropolo Campinas que permitem que docentes e pesquisadores realizem visitas e atividades acadêmicas de curta duração em instituições estrangeiras, acompanhados de estudante que pode realizar atividades de pesquisa em laboratórios nas mesmas instituições.

Da mesma forma, para suprir uma carência criada pelo programa CsF na oferta de bolsas para a área de Humanas, foi criado o Programa Humanas sem Fronteiras que proporciona aos professores a oportunidade de realizar visitas de curta duração a universidades estrangeiras com a finalidade de fomentar e consolidar novas parcerias e aos alunos a possibilidade de cursar um semestre acadêmico em universidades estrangeiras.

O Programa Mobilidade de Funcionários, que possui um caráter inovador no sentido de disponibilizar recursos para que os funcionários técnico-administrativos possam realizar estágios profissionais na mesma área de atuação, em instituições no exterior, promovendo a capacitação profissional e a fluência em idioma estrangeiro.

Para promover a Internacionalização dos Colégios Técnicos foi criado um programa específico que viabiliza a ida de alunos dos cursos técnicos secundários acompanhados de um professor para a realização de estágios de curta duração no exterior.

Além das oportunidades criadas para que os professores possam fomentar parcerias e ideias que sirvam de base para a elaboração da estratégia de internacionalização das unidades e também de propiciar aos seus alunos opções para a realização de mobilidade no exterior complementando seu currículo acadêmico, foram elaborados programas específicos para favorecer a recepção de professores, pesquisadores e estudantes estrangeiros nos campi da Unicamp, esses Programas são o FAEPEX Internacional e o Intensive Course.

O Programa FAEPEX Internacional oferece duas linhas de fomento, uma voltada para financiar a recepção de estudantes estrangeiros de pós-graduação para que realizem atividades em laboratórios de pesquisa por períodos de 3 meses; e a outra que financia estadas de curta duração de professores estrangeiros que sejam coorientadores de teses de doutorado.

Já o Intensive Course financia a estada de professores estrangeiros para a realização de atividades acadêmicas, oferecendo cursos de curta duração em todas as áreas do conhecimento sendo ministrados exclusivamente em idioma inglês.

Os dois programas que financiam a recepção de estudantes e professores estrangeiros foram elaborados com o intuito de promover a “internacionalização em casa”, ou seja criar oportunidades para que a comunidade universitária possa ter uma experiência internacional nos próprios campi, convivendo com outras culturas e incentivando a proficiência em idioma estrangeiro.

Os editais previstos para 2016, que fazem parte do Programa de Internacionalização da Unicamp estão listados no tabela a seguir. (Tabela 2).

Além dos editais específicos do Programa de Internacionalização a Unicamp oferece outras oportunidades para mobilidade no exterior a professores, técnico-administrativos e alunos, conforme demonstrado a seguir. (Tabela 3).

Os Editais de Internacionalização da Unicamp provaram ser um eficaz e eficiente mecanismo de gestão de recursos e de equidade das oportunidades, dentro da filosofia de construção de uma universidade de todos e para todos os saberes.

Hoje a Unicamp conta com mais de 600 convênios vigentes com universidades no exterior, desses convênios mais de 70% preveem também o intercâmbio de estudantes. Recebe anualmente mais de 150 Delegações Estrangeiras visitando os campi buscando novas parcerias tanto de pesquisa como de mobilidade acadêmica.

A expectativa é que nos próximos dois anos o editais de internacionalização tenham sido responsáveis por ampliar os indicadores de internacionalização de cada unidade de ensino e pesquisa e da universidade como um todo.

 

Conclusão:

 

A isonomia das universidades públicas e o repasse dos recursos do ICMS para a Unicamp atuou como um facilitador para a gestão universitária, entretanto atualmente não se apresenta como uma solução financeira definitiva para a Unicamp, uma vez que com o envelhecimento do seu quadro de funcionários e o consequente aumento do número e aposentados que continuam onerando a folha de pagamento integralmente torna-se necessário buscar soluções administrativas para viabilizar o crescimento e a manutenção da qualidade dos cursos oferecidos pela Unicamp.

Dentro desse contexto a internacionalização tem um papel fundamental, no sentido formar profissionais preparados para o mercado de trabalho globalizado e pesquisadores aptos para interagir com a comunidade acadêmica internacional.

A globalização do ensino é um processo irreversível e não podemos mais pensar em um modelo de universidade voltada apenas para a realidade de seu país; a universidade deve manter-se tanto na liderança nacional como alçar posições elevadas junto a universidades reconhecidas internacionalmente.

Nos primeiros 50 anos, a Unicamp construiu tanto seus campus como seu quadro funcional e sua qualidade acadêmica, atingindo uma posição de destaque tanto no cenário nacional como internacional. Os próximos anos representam um desafio ainda maior uma vez que atingida uma posição de destaque a Unicamp tem que se preparar para não apenas ampliar sua posição, mas assumir cada vez mais seu papel de liderança na América Latina e ampliar sua atuação e reconhecimento no exterior.

Para isso é preciso que haja um envolvimento de toda a comunidade universitária, criando uma estratégia de internacionalização que atenda as necessidades e particularidades de cada curso, qualificando seu quadro de funcionários técnico-administrativos, estimulando a proficiência em língua estrangeira e a formação de redes de pesquisa com parceiros estrangeiros.

Dessa forma a Unicamp estará preparada para continuar cumprindo seu papel social de retornar à sociedade o investimento feito formando profissionais qualificados, realizando pesquisa de ponta além da prestação de serviços assistências por meio de seus hospitais escolas.

Notas

1. Lei Estadual nº 7.655, de 28 de dezembro de 1962.

2. Portaria GR 055/1984, de 02/03/1984.

3. Relatório de Gestão, 1982-1986, José Aristodemo Pinotti.

4. Portaria GR-083/1988, de 26/03/1988.

5. Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.

6. Decreto nº 29.598, de 02 de fevereiro de 1989.

7. Cotação do Real em 16/12/2015: US$ 3,922.

8. http://www.mercosur.int/innovaportal/file/719/1/CMC_1991_TRATADO_ES_Asuncion.pdf

9. http://europa.eu/eu-law/decision-making/treaties/index_pt.htm

10. http://www.naftanow.org/agreement/default_en.asp

11. Portaria GR-090/1994, de 25/07/1994

12. http://grupomontevideo.org/sitio/

13. Resolução GR-005/2001, de 04/01/2001

14. http://www.cinda.cl/

15. http://programamarca.siu.edu.ar/acerca_portugues.php

16. http://www.udual.org/

17. http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf

18. http://portal.mec.gov.br/pec-g

19. http://www.dce.mre.gov.br/PEC/PECPG.php

20. http://www.prp.unicamp.br/index.php/2013-11-14-11-59-17/sobre/a-prp

21. Deliberação GR 033/2013 de 15 de maio de 2013

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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

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